25 de mar de 2012

BID: Brasil é um dos principais países em investimento para energia limpa

Um estudo feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento apontou que o Brasil é um dos principais países da América Latina e Caribe no que diz respeito aos investimentos em fontes de energia limpa. Porém, a versão preliminar do estudo Climascopio 2012 aponta também que existem problemas que ainda precisam ser superados na região.

O Climascopio será apresentado oficialmente em 19 de junho, no Rio de Janeiro, durante a semana da conferência Rio+20, que irá avaliar os 20 anos após a realização do encontro Eco 92, que analisou os diversos impactos no meio ambiente e políticas de preservação ambiental. Foram avaliados 26 países da região e seus planos para levar a cabo políticas para promoção de uma economia verde, como investimentos em energias renováveis.

O estudo aponta que o Brasil obteve pontuação considerada alta, de 4.250 pontos no item que avaliou negócios de baixa emissão de carbono e cadeias de valor de energia limpa. Mas o país perde pontos em outro item avaliado, como investimentos e financiamentos, já que o cálculo utilizado relaciona os investimentos em energia limpa com o resultado do produto interno bruto.

Outro ponto que o estudo destaca é que desde 2011, os investimentos em energia eólica tem ganhado terreno com relação aos biocombustíveis, com investimentos avaliado em US$ 8,8 bilhões. "É muito provável que a energia eólica, a curto prazo, se mantenha como setor líder no Brasil, devido aos substanciais investimentos organizados pelo governo", diz um trecho do estudo.

De acordo com o documento, além do Brasil, Nicarágua e Panamá conseguiram os mais altos índices de avaliação graças a uma combinação de políticas locais de apoio, investimento em energias limpas e outros fatores. Um dos pontos problemáticos que o Climascopio aponta é que 34 milhões de pessoas ainda não têm acesso à rede básica de fornecimento de energia elétrica. Para resolver essa questão, o microcrédito é tido como importante fator para ajudar a proporcionar energia limpa para aqueles que não têm acesso.

por Matheus Gagliano, da Agência Canal Energia

Nenhum comentário: