2 de mai de 2011

Indústria chinesa deve cortar intensidade de CO2 em 18% até 2015

As industrias chinesas serão forçadas a cortar sua intensidade de carbono e de energia em 18% nos próximos cinco anos, de acordo com metas obrigatórias anunciadas em março.


A meta é maior do que o planejado anteriormente, pois se esperava que as indústrias cortassem a intensidade de carbono e de energia – a quantidade por unidade de valor agregado industrial – em 16% entre 2011-2015, afirmou a agência oficial de notícias Xinhua, citando o Ministro da Indústria e Tecnologia da Informação.

Só nesse ano, a indústria chinesa terá que cortar os níveis de intensidade de carbono e de energia em mais de 4%, disse a Xinhua.

Os setores industriais também serão forçados a reduzir o uso de água em 30% até o final de 2015, e devem ainda aumentar as taxas de reciclagem de lixo sólido para 72% dentro deste período.

A China, a maior emissora de gases do efeito estufa, prometeu cortar a produção de carbono por unidade de PIB em 17% até o final de 2015, e também planeja diminuir a intensidade de energia em 16%.

Muito dessa meta será direcionada a empresas industriais com alto consumo de energia como usinas nucleares, siderúrgicas, fundidoras de alumínio e fábricas de cimento.

O país assumiu um compromisso de explorar o uso de “mecanismos de mercado” em seus esforços para reduzir emissões de gases do efeito estufa e poluentes, e especialistas sugeriram que as metas obrigatórias para grandes empresas industriais poderiam ser o primeiro passo para estabelecer um setor piloto de esquemas de ‘cap-and-trade’.

Espera-se que o setor siderúrgico da China, o maior do mundo, suporte o peso das novas metas, já que os agentes empresariais de empresas menores reclamam que os custos para entrar em conformidade ambiental diminuíram as suas já pequenas margens de lucro.

Centenas de pequenas fábricas foram forçadas a fechar na segunda metade do ano passado após seus suprimentos de energia terem sido cortados para atingir as metas de eficiência energética de 2006-2010.

O presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Zhang Ping, afirmou nesse mês que o blackouts forçados foram um erro e não serão repetidos.



Fonte: Carbono Brasil

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