30 de mai de 2011

“A ECONOMIA VERDE”

Enquanto muitos países discutem sobre os efeitos do clima sobre a Humanidade, outros são testemunhas do clima, é necessário ser feito em caráter de urgência à análise de vulnerabilidade e propor ações efetivas, dentre elas a educação ambiental deve ser a disciplina necessária e permanente nas questões educacionais para melhoria da qualidade de vida do Homem.

Estamos no limiar de uma nova era em que a gestão capitalista irá mudar radicalmente, não é possível a sociedade viver com o consumismo desenfreado sem ter o conhecimento das conseqüências advindas deste consumo. O planeta Terra pede socorro e as questões sobre a mudança climática é uma pequena parcela de tudo o que está ocorrendo no globo terrestre. Faz-se necessário mudar valores, perceber atitudes construtivas na sociedade civil para a sobrevivência da Humanidade neste planeta. Atitudes de uma consciência coletiva se fazem necessárias na busca de soluções possíveis, em que não podem prevalecer credos ou castas políticas, sendo determinantes aspectos como: informação, capacitação e planejamento do futuro de todas as comunidades e ecossistemas existentes no mundo.

Criar mecanismos conscientes e inteligentes para a mudança do jeito de viver, de consumir e das expectativas sobre o futuro dentro de cada comunidade local para estabelecer o equilíbrio perfeito na relação homem – ambiente, podem provocar um desenvolvimento sustentável de novas oportunidades de negócios.

As empresas e todas as sociedades civis organizadas devem ter o papel de dialogar e orientar sobre a nova base do conhecimento, que é a “ERA VERDE”, do qual, milhões de negócios podem ser gerados, fortunas podem ser criadas ou destruídas, de acordo com os aspectos colocados na condução de cada atividade. O mundo está carente de tecnologias de conservação do solo, manuseio e solução para passivos ambientais (lixo), dentre outros.

Existem algumas soluções em curso que precisam ser difundidas e ampliadas como o sistema integrado de produção agroecológica, os adubos verdes, a informática verde (tecnologia e computação verde), inseticidas biológicos, energia elétrica sem fio, energia solar, o aprimoramento hidrometeorológico, além de profissões e soluções alternativas, a exemplo da criação dos farmofazendeiros (juntar habilidades agrícolas as farmacêuticas), engenheiro de tecidos celulares (fabricação de órgãos humanos artificiais), biotecnologia, criogenia (ramo da físico-química que estuda tecnologias para a produção de temperaturas muito baixas), nanotecnologia, implantar sistemas de empreendedorismo cultural e artístico, criar núcleos de criatividade, explorar toda e qualquer alternativa de preservação e recuperação do meio ambiente.

A responsabilidade da sobrevivência do Homem no Planeta Terra é de cada um de nós. Vou comprar produtos, qual a empresa que agrega mais valor à sustentabilidade? Automaticamente devo pensar, esta empresa respeita a vida?

Para tomar consciência da defesa da natureza são necessárias à participação coletiva sejam em gestos simples como plantar árvores ou respeitar o elemento mais caro do nosso planeta que é a água.

O mercado de créditos de carbono não pode ser encarado como solução, porque os efeitos climáticos estão presentes e o planeta é um super-organismo vivo, como comenta Sr. James Eprhraim Lovelock, o Ghandi da Ciência. Os custos das ações de adaptação são menores do que da recuperação provocados por desastres climáticos, em que vidas são ceifadas em virtude de posições políticas públicas equivocadas de nossa realidade.

A sociedade sempre foi dependente aos efeitos climáticos e a vulnerabilidade precisa ser estudada com lupa nos biomas da realidade. A ótica do desenvolvimento sustentável deve ser a base social de uma nova política pública global.

Welinton dos Santos é economista e psicopedagogo

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