6 de nov de 2009

Entrevista com Rosan Fernandes (Associação Mico-Leão-Dourado)

Após apresentar o trabalho da Associação Mico-Leão-Dourado, no painel "Organizações Sociais em Defesa da Terra" do II Fórum da Terra (em 23/10/2009), Rosan Fernandes, coordenador de projetos da instituição, conversou com o blog do FÓRUM.

Além de contar sobre os projetos da instituição para a preservação do mico-leão-dourado, Rosan fala também sobre as iniciativas da Associação para restauração da Mata Atlânica (habitat desta espécie animal), com destaque para os projetos de geração de créditos de carbono.

Leia trechos da entrevista ou ouça o bate-papo na íntegra (abaixo):

Trabalhando com o mico-leão-dourado, trabalhamos com todo o ambiente que ele convive; então as áreas das florestas da Baixada Litorânea Fluminense está sendo recuperada com estes esforços e, consequentemente, os serviços ambientais prestados por esta floresta também está sendo garantido para esta geração e para as futuras.

Em 2003, a UCN (em português, União Internacional para Conservação da Natureza) mudou a categoria do mico-leão-dourado, que deixou de ser "criticamente ameaçado de extinção" para ser considerado apenas "ameaçado de extinção".
Em 2009, a Associação, em parceria com outras instituições, trouxe para as famílias de pequenos agricultores da região, um fundo de recursos com baixo juros. Os cálculos dos empréstimos são todos baseados na extensão da preservação e restauração florestal que estes agricultores promovem nas suas pequenas propriedades rurais, com sistemas agro-florestais.
Nós identificamos que havia muitos grupos de micos vivendo isolados em grupos pequenos de florestas na Mata Atlântica e implantamos corredores florestais interligando grandes blocos de florestas. Hoje, há um total de 9.000 hectares de florestas sendo interligadas, por corredores de até 1000m de comprimento.
Estamos desenvolvendo também projetos de geração de créditos de carbono. A ideia é adequar estes projetos dentro das regras do Protocolo de Kioto, mas ainda existem algumas dificuldades para isso. Atualmente, temos trabalhado com o mercado espontâneo de carbono. Há muitas empresas internacionais e até pessoas físicas que, para neutralizar suas emissões de carbono e outros gases, tem pago para q outras instituições plantem florestas.

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