23 de set de 2010

Grandes economias não enxergam pacto climático este ano

As grandes potencias mundiais não estão visando um acordo compulsório para combater o aquecimento global no próximo encontro da ONU no México e estão tentando impedir o retrocesso em relação ao acordo fechado em 2009, declarou os Estados Unidos na terça-feira.

Falando após uma reunião do Fórum das Maiores Economias (FME) em Nova Iorque, o enviado climático norte-americano Todd Stern reiterou o compromisso do país de cortar as emissões em 17% até 2020, com base no nível de 2005, mas não quis dar detalhes de como isto seria feito sem uma legislação federal.

A posição norte-americana, enfraquecida pelo fracasso do Senado e da administração Obama na aprovação de uma lei exigindo cortes, é um entre muitos obstáculos para o encontro de Cancun entre 29 de novembro e 10 de dezembro, que dá seguimento a sessão caótica do ano passado em Copenhague.

Stern disse que alguns países entre os cerca de 190 do agrupamento da ONU se distanciaram dos compromissos assumidos sob o Acordo de Copenhague e reconheceu o que tem sido percebido por observadores: nenhum tratado sairá de Cancun.

“Ninguém está prevendo ou esperando de qualquer maneira que um tratado legal seja feito em Cancun este ano”, comentou Stern aos repórteres.Segundo ele, o FME, que reúne 16 das maiores economias do mundo e a União Européia (que abrange 27 países), representando 80% das emissões globais de gases do efeito estufa, discutiram sobre esta movimentação retrógrada e concordaram sobre a necessidade de progredir em seis questões centrais, incluindo o financiamento, mitigação e adaptação aos efeitos das mudanças do clima.

Os Estados Unidos criaram o FME para contribuir com as discussões climáticas da ONU, mas a liderança de Washington está sendo questionada devido ao fracasso na área legislativa.Stern comentou que para viabilizar as metas de redução das emissões existem várias ferramentas na Agência de Proteção Ambiental e outros locais.

“O mais importante ... é que estamos defendendo as submissões que fizemos” em Copenhague, enfatizou Stern.Ao ser pressionado por mais detalhes ele disse que a maioria dos negociadores neste processo, como os europeus e japoneses, não delinearam exatamente como cumpririam suas metas e expressou otimismo que a legislação norte-americana passaria eventualmente.

Entre os membros do FME estão África do Sul, Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coréia, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e União Européia.

Agencia Reuters.

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